Normalmente começa assim: “Rejane, como você faz aquela abobrinha no forno com cebola e parmesão?” “Que parte do alho-poró você corta primeiro?” “Tem algum vinho de menos de R$ 40 que seja bom pra comprar no supermercado?” “Precisa mesmo colocar salsão e cenoura no molho de tomate?” “É verdade que dá pra fritar ovo sem uma gota de óleo naquela sua frigideira nova?” “Não acredito que você higieniza a salada com cândida!”. Dessas consultas informais, que notei cada vez mais frequentes, sempre saem ótimas conversas, seja na redação do jornal, seja na mesa do almoço de domingo na casa da sogra. Minha experiência como cozinheira não tem mais que cinco anos, embora as panelas façam parte da história da minha família mineira. Mas percebi que acabei virando uma modesta disseminadora da arte de cozinhar todos os dias – sim, porque é muito bonito, muito glamuroso dizer “eu adoro fazer pratos que surpreendam meus convidados”, mas pouco se fala da árdua tarefa dos homens e mulheres (ainda mais mulheres do que homens) que gastam horas e horas da geladeira para o fogão, do fogão para a pia, todo santo dia. Tenho vontade de arrancar os cabelos quando vejo um chef estrelado dizendo na TV que “o primeiro passo para um bom risoto é um caldo de legumes caseiro”. Ora, quem tem tempo hoje de ficar hoooooooras esperando os sabores dos legumes se “misturarem” na água fervente? Por isso, meu lema é: sempre adaptar (já fiz muitos risotos com água quente, sal e pimenta calabresa de improviso, sempre elogiados).
Foi pensando em organizar e repassar minhas receitas, segredinhos e truques de quem faz o almoço e “a janta” cotidianamente – e com os desafios extras de desperdiçar o mínimo possível de ingredientes e de deixar a cozinha um brinco – que resolvi montar esse blog. Também espero ter a chance de conviver, mesmo a uma certa distância, com amigos que compartilham o gosto pela comida, sejam eles pilotos de fogão há muitos carnavais ou apenas bons de garfo e de taça (o que seria, afinal, dos cozinheiros, sem os comensais e seus elogios, críticas e momentos de indiferença?). Tomara que eu consiga acertar no sal que, como sabiamente diz dona Canô, mãe de Caetano, “é um dom”. Saúde a todos!!
Oi, Rê. Bem vinda ao mundo dos blogs. Eu faço parte da turma dos comensais: adoro comer mas detesto cozinhar, não levo o menor jeito para a coisa. Na verdade, o "detesto" surgiu quando percebi que era mais fácil transformar uma pretensa omelete em ovos mexidos por absoluta falta de habilidade. Mas se a receita for fácil consigo acompanhar o passo a passo e vou começar com essa abobrinha.
ResponderExcluirBem, vou acompanhar seu blog, nem que seja apenas paara ficar com inbeja - assumida - dos seus dotes.
beijo grande,
Paty
Oi amiga, que delícia de receita. Fiquei até com vontade de fazer...
ResponderExcluirbjs e saudades,
Dri
Rê,
ResponderExcluirQue ideia delciciosa!!
Vou tentar fazer a abobrinha. Essa receita lembra a de lasanha de abobrinha do meu namorado. Ele já fez duas vezes e foi sucesso entre meus amigos e familiares.
bjks
Meninas, obrigada pelos comentários! Afinal, quem escreve quer que alguém leia, não? Pra Adriana David: estou esperando a receita da lasanha do Peter. Bjs pra todas
ResponderExcluirRê,
ResponderExcluirJá encaminhei o link do seu blog ao Peter para que ele aprecie suas experiências culinárias e envie as dele.
bjk