terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O cardápio da semana

As justificativas que mais ouço de quem tem vontade mas não consegue cozinhar todo dia podem ser resumidas em uma pergunta bem simples: "o que vou fazer hoje?". A preocupação com a diversidade do cardápio acaba afastando muita gente do prazer de comer a própria comida. Já passei por isso, fiquei muitos anos descongelando refeições no micro-ondas pra não precisar sentar diante de uma caneta e uma folha em branco e montar um singelo cardápio de três ou quatro dias. Talvez tenha aprendido a encarar a tarefa trabalhando com edição no jornal: é sempre preciso saber o que combina, qual a melhor sequência de fotos e textos em uma página, o que é essencial, o que é acessório.
Se a vontade de desfrutar da comidinha caseira for realmente grande (os benefícios, garanto, são compensadores), basta partir de um princípio básico da alimentação saudável - ter sempre um carboidrato, uma proteína e uma fonte de minerais e fibras em cada uma das principais refeições do dia. Nesse ponto, vale um parênteses: o arroz-feijão-bife-salada que antes da era fast-food representava o típico prato brasileiro do cotidiano mais atrapalha do que ajuda na elaboração do cardápio. Essa ideia de arroz-feijão-mistura limita muito nossa criatividade na cozinha. Dou um exemplo. Em um dia da semana qualquer a gente pode trocar o arroz por uma batata assada com ervas e/ou o feijão (que é uma delícia, mas muito trabalhoso) por uma salada de lentilhas; dá também pra substituir o bife por um omelete de queijos (proteína) e escolher como carboidrato um purê de mandioquinha. Com mais opções dá pra montar um cardápio diferente a cada semana e - por que não - repeti-lo uma vez por mês. É assim que tenho feito - e tem dado certo. Detalhes: como não tenho muito tempo, os pratos se repetem pra almoço e jantar (isso muda se estou em casa de folga) e se sobrar alguma coisa sempre invento uma receita nova de sopa. Pra quem quiser um ponto de partida, aí vai meu cardápio desta semana:
Segunda-feira: arroz, feijão, carne moída com legumes, salada de alface e tomate (para o jantar fiz uma canja com um frango desfiado que tinha pronto na geladeira)
Terça-feira: espaguete integral à bolonhesa, salada de ervilha (em conserva, da marca Casino, do Pão de Açúcar, é ótima) com tomate
Quarta-feira: Badejo ao forno com batata, azeitona verde e brócolis; salada de alface e tomate
Quinta-feira: arroz com legumes e curry, omelete de queijo branco e peito de peru, salada de escarola
Sexta-feira: filé de frango empanado (no forno), purê de batata, salada de couve-flor com tomate e salsinha

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Detalhe

Me empolguei com a receita e esqueci de avisar: a foto é de um risoto que comi no restaurante do Museu D'Orsay, em Paris, mas garanto que o de casa fica parecido...

O coringa de sábado à noite

Invejo quem é da noite, quem não passa um sábado sem uma balada. Adoraria curtir a noite na rua, mas já percebi que sou de casa. Sábado pra mim é sinônimo de DVD, sofá, vinho e uma comidinha saborosa. Pra não ficar refém da pizza delivery, tento variar o cardápio com massas simples, bruschettas (acho que se escreve assim, são aquelas torradinhas de pão italiano com cobertura de tomates picados com alho e manjericão fresco, hummmmm) e, de vez em quando, um risoto - o meu preferido. E foi depois de muito tempo que descobri que aquele delicioso arroz dormido com sobras de frango refogado que comia quando criança não era exatamente um risoto conforme a receita dos italianos. Este exige, de partida, um ingrediente fundamental: o arroz arbóreo. Sempre compro no Pão de Açúcar e da última vez paguei uns dez reais pelo saquinho de 500g. É meio caro, mas rende bastante. Diferentemente do tradicional agulhinha, que só é bom sequinho e soltinho, o arbóreo solta um "creminho"quando cozido, dando a liga que caracteriza o risoto.
Deixo aqui a receita básica que costumo fazer, para duas pessoas. O legal é que dá sempre pra inventar moda, fazendo risoto com vários ingredientes. Não sou especialista, mas sei que é melhor acrescentar os ingredientes que vão fazer a diferença no prato no fim do cozimento - tipo tomate seco, abobrinha fatiada, alho-poró, rúcula etc. Ah, e um detalhe: acho sempre melhor servir o risoto com um vinho branco (adoro chardonnay, mas depois da última viagem entrei na fase do riesling alemão).

Receita básica de risoto
Para duas pessoas
250g de arroz arbóreo
uma xícara de vinho branco de boa qualidade
meia cebola grande bem picada
manteiga sem sal ou azeite (a escolha depende da dieta de quem vai comer!)
água quente ou caldo de legumes quente (parênteses: sempre fica mais saboroso com caldo, mas eu nunca faço assim porque não uso caldos industrializados e, por isso, teria que ficar horas cozinhando legumes; para dar um gostinho na água, acrescento sal, alguma erva seca e pimenta calabresa, fica bom)
parmesão ralado a gosto (e eu gosto de colocar muito)
sal e pimenta moída na hora a gosto (se exagero no queijo ponho menos sal)

Para preparar
Em uma panela grande em fogo médio, refogo a cebola na manteiga até ficar transparente e acrescento o arroz. Mexo por uns dois minutos e misturo o vinho - nessa hora um aroma delicioso vai tomar conta da cozinha. Depois de mais ou menos um minuto o vinho evapora e está na hora de acrescentar a água ou caldo. Coloco umas duas conchas grandes de cada vez e mexo até o arroz incorporar o líquido. Para 250g de arroz, repito essa operação umas dez vezes, até o arroz ficar cozido (só provando pra saber), o que dá mais ou menos 15 minutos, sempre mexendo. Um pouco antes do fim do cozimento (lá pelo décimo minuto) acrescento o parmesão e os outros ingredientes do risoto. É possível, por exemplo, acrescentar tomate seco picado, queijo brie em padaços e folhas de rúcula lavadas. Também já fiz com abobrinha cortada em fatias fininhas, queijo emental e tomate seco - vai da criatividade do cozinheiro. O toque final, quase na hora de servir: um pedaço (generoso, no meu caso) de manteiga sem sal. Os franceses dizem que faz o risoto "brilhar" - e eu acredito em qualquer coisa que eles disserem sobre comida...

Frescurinha
Quem quiser impressionar o (a) amado (a) ou convidados (ou a si mesmo, por que não?), pode apostar em um grand finale: casquinha de parmesão sobre o risoto (a apresentação fica incrível e o gosto, nem se fala). Antes de preparar a receita principal, já deixo ralada uma boa quantidade de parmesão, o suficiente pra encher o fundo de uma xícara. Meço essa quantidade e despejo, nesse formato redondo, em uma forma antiaderente (vai ficar um círculo baixinho de queijo). Basta levar ao forno por uns dez minutos, até ficar crocante (é legal que fique pronto junto com o risoto). Na hora de servir, basta colocar a casquinha "fincada"no risoto. É realmente delicioso!

De volta

Resolvi voltar. Depois de dois meses bastante agitados - preparativos para as férias, passeios em lugares conhecidos e desconhecidos, novas experiências e alguns probleminhas na volta - vou tentar retomar a atualização do blog. E vou começar cumprindo algumas promessas, uma de cada vez. Estou também  pesquisando alguns pratos que provei na viagem, procurando as receitas pra testar em casa e depois compartilhar. Espero que gostem.

domingo, 12 de setembro de 2010

O forno de novo

Quando comecei a me interessar pela cozinha além do micro-ondas para descongelar pratos prontos (não gosto nem de lembrar dessa fase...), eu pouco usava o forno convencional. De vez em quando fazia um bolo, assava uma peça de carne que vinha já temperada do açougue (outra prática que abandonei de uns tempos pra cá). Agora que já estou mais experiente, meu velho forno a gás trabalha duro praticamente todos os dias. Observando receitas na TV, em outros blogs e sites de culinária, notei que ele é um grande aliado de quem não tem tempo. Na minha visão bem prática das coisas, o forno facilita a vida por deixar no ponto certo de tempero e cozimento desde o salmão até o omelete de queijos, da batata com alho-poró à peça de filé mignon com cebolinhas. E, mais importante: suja muito menos utensílios do que fazer vários pratos nas panelas – afinal, em casa não temos "produção" para deixar a pia e a bancada limpinhos... Quem acompanhar o blog vai perceber que tenho muitas receitas pra fazer no forno, como a pioneira abobrinha com parmesão. Aí vai mais uma delas:

Frango com mostarda Dijon e vinho branco (para duas pessoas)
– quatro filés de peito de frango de altura média (dica: sempre compro frango da marca Korin, que cria os animais sem usar antibióticos; é beeeeeem mais caro que o frango convencional, mas o sabor faz valer cada centavo; compro, em geral, no Pão de Açúcar, em bandejas que custam cerca de 15 reais)
– uma colher de chá cheia de mostarda Dijon (outra observação: essa mostarda francesa é um achado, não tem absolutamente nada a ver com a que usamos no cachorro-quente no Brasil; nos grandes supermercados sempre tem; um vidrinho custa cerca de 10 reais e dura um mês na geladeira depois de aberto)
– dois dentes de alho espremidos
– sal e pimenta (do reino ou calabresa) a gosto
– meia xícara de chá de vinho branco (não precisa ser top, mas também não dá pra fazer com vinho de 5 reais)
– uma cebola (gosto de usar as grandes) cortada em rodelas
– azeite extravirgem
– salsinha picada

Modo de preparar:
Antes de tudo, acendo o forno baixo para pré-aquecer (faço isso em todas as receitas preparadas no forno). Tempero os filés de frango com o sal, a pimenta e o alho. É importante espalhar bem o tempero, sem dó de sujar as mãos. Em seguida, passo a mostarda nos filés, que vão ficar com um lindo aspecto amarelado. À parte, unto uma assadeira de vidro com teflon (outro achado, que vai merecer um post próprio) com azeite (gosto de colocar bastante, para ajudar a umedecer o frango), disponho as cebolas em rodelas e arrumo os filés sobre elas. Rego o frango com o vinho branco (na verdade, sempre coloco um pouquinho mais do que sugere a receita, até formar uma "piscininha" na forma). Termino com mais um fio de azeite e levo ao forno, com a assadeira coberta com papel-alumínio. A 160º graus, mais ou menos, fica pronto em 40 minutos (em menos de dez minutos, exala um aroma maravilhoso, mistura do vinho com a mostarda). É importante, antes de servir, verificar se os filés estão bem cozidos (eles ficam branquinhos por dentro; se estiverem rosados precisam de mais tempo no forno). Na hora de colocar na mesa, vai a salsinha por cima. Como acompanhamento, vale um arroz fresquinho ou uma batata cozinda no vapor com ervas secas.

domingo, 29 de agosto de 2010

O quebra-cabeça

Quem se mete a sempre fazer a própria comida tem um desafio semanal: saber qual será o cardápio de segunda a sexta e, mais do que isso, planejar as compras de forma a ter tudo à mão e evitar desperdícios. Essa é a diferença entre jantar arroz, um belo omelete de queijos e uma salada de folhas feitos na hora e colocar uma lasanha industrializada no micro-ondas. Já no sábado à tarde começo a pensar no que precisarei comprar na feira de domingo. O que está mais bonito, mais barato, na época? Será que vamos dar conta de dois pés de alface e de um maço de espinafre ao longo da semana? Montar as pecinhas do "quebra-cabeça" dá trabalho, mas ajuda muito na hora de elaborar o cardápio – de preferência com "a mistura" diferente no almoço e no jantar. Tenho a sorte de ser vizinha de uma ótima feira livre, que sempre tem os melhores produtos da Ceagesp (só a barraca de flores é meio fraquinha, mas dá pra comprar no supermercado e deixar a mesa das refeições sempre enfeitada).
Nesta semana, a lista incluiu: uma couve-flor (bem grande e bonita, boa pra fazer gratinada no forno ou salada com tomate e salsinha), dois quilos de tomate bem vermelhinho (pro molho de tomate caseiro), um quilo de cebola (não vivo sem), um maço de espinafre (vou tentar um creme pra acompanhar um linguado ao forno), um pé de alface crespa, um maço de rúcula hidropônica (dura um pouco mais que a tradicional na geladeira) e um macinho de hortelã (tenho planos para um filé de peito de frango...). Outras coisas básicas (alho-poró, salsinha, alho, batata e cenoura) eu ainda tinha em casa. Entre as frutas, entraram na lista uma dúzia de laranja, uma caixa de mamão papaia (com cinco), meia-dúzia de bananas e quatro peras. A conta: R$ 30 – mesmo preço de duas lasanhas industrializadas e de uma torta de sorvete.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Pro lanchinho da tarde

Não faz nem dois meses que mudei meu horário de trabalho pela terceira ou quarta vez nos últimos tempos. Quem me conhece sabe o quanto sou metódica e pode imaginar como sofro pra me adaptar a cada nova rotina. Por ora, já me acostumei a almoçar e restaurante todo dia (até me dá ideias de novas receitas, assunto para outro post), mas agora tenho ainda mais fome no fim da tarde. Nada melhor, portanto, que abrir a porta de casa e dar de cara com uma tortinha de banana, ótima para acompanhar um chá-mate com limão. Essa receita tem sido minha salvação nos últimos tempos. Ela é fácil, rápida e ainda resolve um problema adicional: o que fazer com aquelas quatro bananas que sobraram da feira da semana passada? Aliás, quem frequenta feira livre já deve ter percebido que, no caso das bananas, só existem dúzias de 14 e meias-dúzias de 7 (generosidade dos feirantes pra conquistar as freguesas...). Aí vai a receita:

Torta de banana (para duas pessoas)
– uma xícara de farinha de trigo (eu costumo peneirar, deixa a torta mais fofinha)
– uma xícara (não cheia) de açúcar mascavo (essa parte merece uma observação: em casa eu só uso açúcar mascavo, que adoça bem menos que o refinado; quem preferir o tradicional branquinho deve reduzir a quantidade se não quiser que a torta fique muito doce, até enjoativa)
– um ovo
– uma colher de sopa de margarina sem sal em temperatura ambiente (acho que fica melhor assim, mas também já fiz com a margarina com sal e deu certo)
– uma colher de chá de fermento em pó
– canela em pó a gosto
– quatro bananas prata cortadas no comprimento
– uma xícara (não cheia) de leite
– O preparo é bem simples. O primeiro passo é acender o forno a 180º para pré-aquecimento. Em uma tigela grande, misturo o ovo, a margarina e o açúcar e bato (na mão mesmo, sem batedeira) até formar um creme (demora uns três ou quatro minutos). Depois acrescento a farinha e o leite, misturando até formar uma massa homogênea (não muito espessa). Por último, entra o fermento, que deve ser lentamente incorporado à massa. Para levar ao forno, uso uma assadeira daquelas retangulares e pequenas (especiais para fazer pão de forma) com teflon, mas um bom marinex também serve. Unto com margarina e polvilho com canela. Em seguida, despejo metade da massa. Por cima vai uma camada das bananas cortadas; o restante da massa e o que sobrou das bananas. Não sei por que, mas é legal dar uma batidinha na assadeira antes de levá-la ao forno. Na minha casa, a 180º, a torta fica pronta em 25 minutos, mas é bom sempre ficar de olho depois de 20 minutos. Se um garfo fincado na massa sair limpinho, está pronta. Dependendo da fome (ou da vontade de comer) desenformo ainda quentinha.

sábado, 21 de agosto de 2010

A preguiça

Hoje é sábado, estou sozinha em casa, está gelado aqui dentro apesar do solzinho lá fora. E vou precisar fazer alguma coisa pra almoçar. Pessoas mais práticas diriam "liga pro delivery e pede um yakissoba", mas  depois que a gente acostuma com o tempero de casa fica mais exigente. Resultado: terei que vencer a preguiça e encarar o fogão. Acho que cozinhar no almoço de sábado é ainda mais complicado do que montar um cardápio para a semana. Não posso fazer muita comida, porque provavelmente amanhã eu e o Cesar (preciso apresentar aos que não conhecem: o amor da minha vida, companheiro há quase 15 anos e principal cobaia das minhas experiências na cozinha) não vamos amoçar em casa e não quero jogar nada fora. Vou apelar, então, para o velho forno do meu Brastemp embutido, que em 20 minutos deixa pronta a receita de abobrinha com parmesão, que posso acompanhar de um arroz com alho-poró e cenoura (ah, ainda bem que sobrou na geladeira meio pé de alface higienizado pra fazer uma salada com tomate e azeitona preta temperada). A receita:

Abobrinha no forno (para duas pessoas)
– Uma abobrinha italiana cortada em rodelas finas
– Uma cebola média cortada em rodelas
– Sal (pouco) e pimenta (do reino ou calabresa)
– Parmesão ralado na hora
– Azeite extravirgem (faz toda a diferença)
– O preparo, na verdade, se resume à montagem em uma assadeira (de preferência de vidro com teflon, não gruda nada). Na sequência, vão o azeite, a abobrinha, o sal, a pimenta, a cebola e o parmesão cobrindo tudo. Antes de colocar no forno (pré-aquecido), ponho mais um fio de azeite. Já tentei essa receita também com um ovo batido na mistura, dá uma boa liga nos ingredientes. Deixo 20 minutos no forno a 180º. A gente sabe que ficou pronto quando sente o cheiro delicioso do parmesão gratinado.

O começo

Normalmente começa assim: “Rejane, como você faz aquela abobrinha no forno com cebola e parmesão?” “Que parte do alho-poró você corta primeiro?” “Tem algum vinho de menos de R$ 40 que seja bom pra comprar no supermercado?” “Precisa mesmo colocar salsão e cenoura no molho de tomate?” “É verdade que dá pra fritar ovo sem uma gota de óleo naquela sua frigideira nova?” “Não acredito que você higieniza a salada com cândida!”. Dessas consultas informais, que notei cada vez mais frequentes, sempre saem ótimas conversas, seja na redação do jornal, seja na mesa do almoço de domingo na casa da sogra. Minha experiência como cozinheira não tem mais que cinco anos, embora as panelas façam parte da história da minha família mineira. Mas percebi que acabei virando uma modesta disseminadora da arte de cozinhar todos os dias – sim, porque é muito bonito, muito glamuroso dizer “eu adoro fazer pratos que surpreendam meus convidados”, mas pouco se fala da árdua tarefa dos homens e mulheres (ainda mais mulheres do que homens) que gastam horas e horas da geladeira para o fogão, do fogão para a pia, todo santo dia. Tenho vontade de arrancar os cabelos quando vejo um chef estrelado dizendo na TV que “o primeiro passo para um bom risoto é um caldo de legumes caseiro”. Ora, quem tem tempo hoje de ficar hoooooooras esperando os sabores dos legumes se “misturarem” na água fervente? Por isso, meu lema é: sempre adaptar (já fiz muitos risotos com água quente, sal e pimenta calabresa de improviso, sempre elogiados).


Foi pensando em organizar e repassar minhas receitas, segredinhos e truques de quem faz o almoço e “a janta” cotidianamente – e com os desafios extras de desperdiçar o mínimo possível de ingredientes e de deixar a cozinha um brinco – que resolvi montar esse blog. Também espero ter a chance de conviver, mesmo a uma certa distância, com amigos que compartilham o gosto pela comida, sejam eles pilotos de fogão há muitos carnavais ou apenas bons de garfo e de taça (o que seria, afinal, dos cozinheiros, sem os comensais e seus elogios, críticas e momentos de indiferença?). Tomara que eu consiga acertar no sal que, como sabiamente diz dona Canô, mãe de Caetano, “é um dom”. Saúde a todos!!