Todo dia na cozinha
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Folhas e molhos
A chuva está atrapalhando, mas insisto em encher o prato de salada todo dia na hora do jantar. Explico: está bem difícil encontrar verduras bonitas, mesmo que caras, na feira de domingo aqui perto de casa. Desde o início do ano tenho comprado alface e rúcula hidropônicas e acelga, que aparentemente sofrem menos com as chuvas intensas. Nessa última semana a situação melhorou e minha geladeira está bem abastecida de alface crespa, alface roxa, rúcula, escarola. Mas salada nenhuma tem graça sem um belo molho; por isso tenho vasculhado a internet atrás de boas ideias. A receita campeã é a de molho de mostarda, bem simples. Para fazer, preciso de uma boa pitada de sal, uma colher de sopa de vinagre branco (uso o de vinho branco), um pouquinho de salsa desidratada (é opcional), duas colheres de sopa de mostarda Dijon e azeite à vontade. O segredo é misturar bem todos os ingredientes exceto o azeite em uma tigela pequena e continuar misturando à medida que se acrescenta o azeite. Só misturo (bem) às folhas na hora de servir. Normalmente também coloco na salada tomate e azeitona preta sem caroço (não uso faca, só espremo bem cada azeitona para o "caldinho" também temperar a salada). Fica sempre uma delícia.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Sucesso de público
Sempre que penso em variar o cardápio recorro ao google. Coloco o nome de uma receita, entro nos três ou quatro primeiros resultados da busca, faço uma "média" dos ingredientes e das maneiras de preparar e, voilà, chego à minha própria receita. Foi assim que inventei um prato que fez o maior sucesso aqui em casa: peito de frango com mostarda e mel. É rápido, fácil e diferente (fica picante e agridoce ao mesmo tempo). Sem demora, à receita:
- 500g de filé de frango (uso o Korin, criado sem antibióticos) em cubos; sal e pimenta-do-reino a gosto; duas pimentas dedo-de-moça picadas (para não ficar muito forte tiro as sementes); uma cebola picada; dois dentes de alho espremidos; salsinha picada; duas colheres (chá) de mostarda Dijon; duas colheres (chá) rasas de mel; meio copo americano de vinho branco; meio copo americano de água; azeite. Em uma panela média, refogo a cebola, o alho e o frango (temperado com sal e pimenta), por uns cinco minutos. Depois junto a pimenta dedo-de-moça, o vinho e a água e deixo cozinhar por pouco menos de dez minutos em fogo baixo. Em seguida, acrescento a mostarda e o mel e verifico se está bom de sal. Para terminar, desligo o fogo e misturo a salsinha. Combina com arroz e legumes.
- 500g de filé de frango (uso o Korin, criado sem antibióticos) em cubos; sal e pimenta-do-reino a gosto; duas pimentas dedo-de-moça picadas (para não ficar muito forte tiro as sementes); uma cebola picada; dois dentes de alho espremidos; salsinha picada; duas colheres (chá) de mostarda Dijon; duas colheres (chá) rasas de mel; meio copo americano de vinho branco; meio copo americano de água; azeite. Em uma panela média, refogo a cebola, o alho e o frango (temperado com sal e pimenta), por uns cinco minutos. Depois junto a pimenta dedo-de-moça, o vinho e a água e deixo cozinhar por pouco menos de dez minutos em fogo baixo. Em seguida, acrescento a mostarda e o mel e verifico se está bom de sal. Para terminar, desligo o fogo e misturo a salsinha. Combina com arroz e legumes.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
O cardápio da semana
As justificativas que mais ouço de quem tem vontade mas não consegue cozinhar todo dia podem ser resumidas em uma pergunta bem simples: "o que vou fazer hoje?". A preocupação com a diversidade do cardápio acaba afastando muita gente do prazer de comer a própria comida. Já passei por isso, fiquei muitos anos descongelando refeições no micro-ondas pra não precisar sentar diante de uma caneta e uma folha em branco e montar um singelo cardápio de três ou quatro dias. Talvez tenha aprendido a encarar a tarefa trabalhando com edição no jornal: é sempre preciso saber o que combina, qual a melhor sequência de fotos e textos em uma página, o que é essencial, o que é acessório.
Se a vontade de desfrutar da comidinha caseira for realmente grande (os benefícios, garanto, são compensadores), basta partir de um princípio básico da alimentação saudável - ter sempre um carboidrato, uma proteína e uma fonte de minerais e fibras em cada uma das principais refeições do dia. Nesse ponto, vale um parênteses: o arroz-feijão-bife-salada que antes da era fast-food representava o típico prato brasileiro do cotidiano mais atrapalha do que ajuda na elaboração do cardápio. Essa ideia de arroz-feijão-mistura limita muito nossa criatividade na cozinha. Dou um exemplo. Em um dia da semana qualquer a gente pode trocar o arroz por uma batata assada com ervas e/ou o feijão (que é uma delícia, mas muito trabalhoso) por uma salada de lentilhas; dá também pra substituir o bife por um omelete de queijos (proteína) e escolher como carboidrato um purê de mandioquinha. Com mais opções dá pra montar um cardápio diferente a cada semana e - por que não - repeti-lo uma vez por mês. É assim que tenho feito - e tem dado certo. Detalhes: como não tenho muito tempo, os pratos se repetem pra almoço e jantar (isso muda se estou em casa de folga) e se sobrar alguma coisa sempre invento uma receita nova de sopa. Pra quem quiser um ponto de partida, aí vai meu cardápio desta semana:
Segunda-feira: arroz, feijão, carne moída com legumes, salada de alface e tomate (para o jantar fiz uma canja com um frango desfiado que tinha pronto na geladeira)
Terça-feira: espaguete integral à bolonhesa, salada de ervilha (em conserva, da marca Casino, do Pão de Açúcar, é ótima) com tomate
Quarta-feira: Badejo ao forno com batata, azeitona verde e brócolis; salada de alface e tomate
Quinta-feira: arroz com legumes e curry, omelete de queijo branco e peito de peru, salada de escarola
Sexta-feira: filé de frango empanado (no forno), purê de batata, salada de couve-flor com tomate e salsinha
Se a vontade de desfrutar da comidinha caseira for realmente grande (os benefícios, garanto, são compensadores), basta partir de um princípio básico da alimentação saudável - ter sempre um carboidrato, uma proteína e uma fonte de minerais e fibras em cada uma das principais refeições do dia. Nesse ponto, vale um parênteses: o arroz-feijão-bife-salada que antes da era fast-food representava o típico prato brasileiro do cotidiano mais atrapalha do que ajuda na elaboração do cardápio. Essa ideia de arroz-feijão-mistura limita muito nossa criatividade na cozinha. Dou um exemplo. Em um dia da semana qualquer a gente pode trocar o arroz por uma batata assada com ervas e/ou o feijão (que é uma delícia, mas muito trabalhoso) por uma salada de lentilhas; dá também pra substituir o bife por um omelete de queijos (proteína) e escolher como carboidrato um purê de mandioquinha. Com mais opções dá pra montar um cardápio diferente a cada semana e - por que não - repeti-lo uma vez por mês. É assim que tenho feito - e tem dado certo. Detalhes: como não tenho muito tempo, os pratos se repetem pra almoço e jantar (isso muda se estou em casa de folga) e se sobrar alguma coisa sempre invento uma receita nova de sopa. Pra quem quiser um ponto de partida, aí vai meu cardápio desta semana:
Segunda-feira: arroz, feijão, carne moída com legumes, salada de alface e tomate (para o jantar fiz uma canja com um frango desfiado que tinha pronto na geladeira)
Terça-feira: espaguete integral à bolonhesa, salada de ervilha (em conserva, da marca Casino, do Pão de Açúcar, é ótima) com tomate
Quarta-feira: Badejo ao forno com batata, azeitona verde e brócolis; salada de alface e tomate
Quinta-feira: arroz com legumes e curry, omelete de queijo branco e peito de peru, salada de escarola
Sexta-feira: filé de frango empanado (no forno), purê de batata, salada de couve-flor com tomate e salsinha
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Detalhe
Me empolguei com a receita e esqueci de avisar: a foto é de um risoto que comi no restaurante do Museu D'Orsay, em Paris, mas garanto que o de casa fica parecido...
O coringa de sábado à noite
Invejo quem é da noite, quem não passa um sábado sem uma balada. Adoraria curtir a noite na rua, mas já percebi que sou de casa. Sábado pra mim é sinônimo de DVD, sofá, vinho e uma comidinha saborosa. Pra não ficar refém da pizza delivery, tento variar o cardápio com massas simples, bruschettas (acho que se escreve assim, são aquelas torradinhas de pão italiano com cobertura de tomates picados com alho e manjericão fresco, hummmmm) e, de vez em quando, um risoto - o meu preferido. E foi depois de muito tempo que descobri que aquele delicioso arroz dormido com sobras de frango refogado que comia quando criança não era exatamente um risoto conforme a receita dos italianos. Este exige, de partida, um ingrediente fundamental: o arroz arbóreo. Sempre compro no Pão de Açúcar e da última vez paguei uns dez reais pelo saquinho de 500g. É meio caro, mas rende bastante. Diferentemente do tradicional agulhinha, que só é bom sequinho e soltinho, o arbóreo solta um "creminho"quando cozido, dando a liga que caracteriza o risoto.
Deixo aqui a receita básica que costumo fazer, para duas pessoas. O legal é que dá sempre pra inventar moda, fazendo risoto com vários ingredientes. Não sou especialista, mas sei que é melhor acrescentar os ingredientes que vão fazer a diferença no prato no fim do cozimento - tipo tomate seco, abobrinha fatiada, alho-poró, rúcula etc. Ah, e um detalhe: acho sempre melhor servir o risoto com um vinho branco (adoro chardonnay, mas depois da última viagem entrei na fase do riesling alemão).
Receita básica de risoto
Para duas pessoas
250g de arroz arbóreo
uma xícara de vinho branco de boa qualidade
meia cebola grande bem picada
manteiga sem sal ou azeite (a escolha depende da dieta de quem vai comer!)
água quente ou caldo de legumes quente (parênteses: sempre fica mais saboroso com caldo, mas eu nunca faço assim porque não uso caldos industrializados e, por isso, teria que ficar horas cozinhando legumes; para dar um gostinho na água, acrescento sal, alguma erva seca e pimenta calabresa, fica bom)
parmesão ralado a gosto (e eu gosto de colocar muito)
sal e pimenta moída na hora a gosto (se exagero no queijo ponho menos sal)
Para preparar
Em uma panela grande em fogo médio, refogo a cebola na manteiga até ficar transparente e acrescento o arroz. Mexo por uns dois minutos e misturo o vinho - nessa hora um aroma delicioso vai tomar conta da cozinha. Depois de mais ou menos um minuto o vinho evapora e está na hora de acrescentar a água ou caldo. Coloco umas duas conchas grandes de cada vez e mexo até o arroz incorporar o líquido. Para 250g de arroz, repito essa operação umas dez vezes, até o arroz ficar cozido (só provando pra saber), o que dá mais ou menos 15 minutos, sempre mexendo. Um pouco antes do fim do cozimento (lá pelo décimo minuto) acrescento o parmesão e os outros ingredientes do risoto. É possível, por exemplo, acrescentar tomate seco picado, queijo brie em padaços e folhas de rúcula lavadas. Também já fiz com abobrinha cortada em fatias fininhas, queijo emental e tomate seco - vai da criatividade do cozinheiro. O toque final, quase na hora de servir: um pedaço (generoso, no meu caso) de manteiga sem sal. Os franceses dizem que faz o risoto "brilhar" - e eu acredito em qualquer coisa que eles disserem sobre comida...
Frescurinha
Quem quiser impressionar o (a) amado (a) ou convidados (ou a si mesmo, por que não?), pode apostar em um grand finale: casquinha de parmesão sobre o risoto (a apresentação fica incrível e o gosto, nem se fala). Antes de preparar a receita principal, já deixo ralada uma boa quantidade de parmesão, o suficiente pra encher o fundo de uma xícara. Meço essa quantidade e despejo, nesse formato redondo, em uma forma antiaderente (vai ficar um círculo baixinho de queijo). Basta levar ao forno por uns dez minutos, até ficar crocante (é legal que fique pronto junto com o risoto). Na hora de servir, basta colocar a casquinha "fincada"no risoto. É realmente delicioso!
Deixo aqui a receita básica que costumo fazer, para duas pessoas. O legal é que dá sempre pra inventar moda, fazendo risoto com vários ingredientes. Não sou especialista, mas sei que é melhor acrescentar os ingredientes que vão fazer a diferença no prato no fim do cozimento - tipo tomate seco, abobrinha fatiada, alho-poró, rúcula etc. Ah, e um detalhe: acho sempre melhor servir o risoto com um vinho branco (adoro chardonnay, mas depois da última viagem entrei na fase do riesling alemão).
Receita básica de risoto
Para duas pessoas
250g de arroz arbóreo
uma xícara de vinho branco de boa qualidade
meia cebola grande bem picada
manteiga sem sal ou azeite (a escolha depende da dieta de quem vai comer!)
água quente ou caldo de legumes quente (parênteses: sempre fica mais saboroso com caldo, mas eu nunca faço assim porque não uso caldos industrializados e, por isso, teria que ficar horas cozinhando legumes; para dar um gostinho na água, acrescento sal, alguma erva seca e pimenta calabresa, fica bom)
parmesão ralado a gosto (e eu gosto de colocar muito)
sal e pimenta moída na hora a gosto (se exagero no queijo ponho menos sal)
Para preparar
Em uma panela grande em fogo médio, refogo a cebola na manteiga até ficar transparente e acrescento o arroz. Mexo por uns dois minutos e misturo o vinho - nessa hora um aroma delicioso vai tomar conta da cozinha. Depois de mais ou menos um minuto o vinho evapora e está na hora de acrescentar a água ou caldo. Coloco umas duas conchas grandes de cada vez e mexo até o arroz incorporar o líquido. Para 250g de arroz, repito essa operação umas dez vezes, até o arroz ficar cozido (só provando pra saber), o que dá mais ou menos 15 minutos, sempre mexendo. Um pouco antes do fim do cozimento (lá pelo décimo minuto) acrescento o parmesão e os outros ingredientes do risoto. É possível, por exemplo, acrescentar tomate seco picado, queijo brie em padaços e folhas de rúcula lavadas. Também já fiz com abobrinha cortada em fatias fininhas, queijo emental e tomate seco - vai da criatividade do cozinheiro. O toque final, quase na hora de servir: um pedaço (generoso, no meu caso) de manteiga sem sal. Os franceses dizem que faz o risoto "brilhar" - e eu acredito em qualquer coisa que eles disserem sobre comida...
Frescurinha
Quem quiser impressionar o (a) amado (a) ou convidados (ou a si mesmo, por que não?), pode apostar em um grand finale: casquinha de parmesão sobre o risoto (a apresentação fica incrível e o gosto, nem se fala). Antes de preparar a receita principal, já deixo ralada uma boa quantidade de parmesão, o suficiente pra encher o fundo de uma xícara. Meço essa quantidade e despejo, nesse formato redondo, em uma forma antiaderente (vai ficar um círculo baixinho de queijo). Basta levar ao forno por uns dez minutos, até ficar crocante (é legal que fique pronto junto com o risoto). Na hora de servir, basta colocar a casquinha "fincada"no risoto. É realmente delicioso!
De volta
Resolvi voltar. Depois de dois meses bastante agitados - preparativos para as férias, passeios em lugares conhecidos e desconhecidos, novas experiências e alguns probleminhas na volta - vou tentar retomar a atualização do blog. E vou começar cumprindo algumas promessas, uma de cada vez. Estou também pesquisando alguns pratos que provei na viagem, procurando as receitas pra testar em casa e depois compartilhar. Espero que gostem.
domingo, 12 de setembro de 2010
O forno de novo
Quando comecei a me interessar pela cozinha além do micro-ondas para descongelar pratos prontos (não gosto nem de lembrar dessa fase...), eu pouco usava o forno convencional. De vez em quando fazia um bolo, assava uma peça de carne que vinha já temperada do açougue (outra prática que abandonei de uns tempos pra cá). Agora que já estou mais experiente, meu velho forno a gás trabalha duro praticamente todos os dias. Observando receitas na TV, em outros blogs e sites de culinária, notei que ele é um grande aliado de quem não tem tempo. Na minha visão bem prática das coisas, o forno facilita a vida por deixar no ponto certo de tempero e cozimento desde o salmão até o omelete de queijos, da batata com alho-poró à peça de filé mignon com cebolinhas. E, mais importante: suja muito menos utensílios do que fazer vários pratos nas panelas – afinal, em casa não temos "produção" para deixar a pia e a bancada limpinhos... Quem acompanhar o blog vai perceber que tenho muitas receitas pra fazer no forno, como a pioneira abobrinha com parmesão. Aí vai mais uma delas:
Frango com mostarda Dijon e vinho branco (para duas pessoas)
– quatro filés de peito de frango de altura média (dica: sempre compro frango da marca Korin, que cria os animais sem usar antibióticos; é beeeeeem mais caro que o frango convencional, mas o sabor faz valer cada centavo; compro, em geral, no Pão de Açúcar, em bandejas que custam cerca de 15 reais)
– uma colher de chá cheia de mostarda Dijon (outra observação: essa mostarda francesa é um achado, não tem absolutamente nada a ver com a que usamos no cachorro-quente no Brasil; nos grandes supermercados sempre tem; um vidrinho custa cerca de 10 reais e dura um mês na geladeira depois de aberto)
– dois dentes de alho espremidos
– sal e pimenta (do reino ou calabresa) a gosto
– meia xícara de chá de vinho branco (não precisa ser top, mas também não dá pra fazer com vinho de 5 reais)
– uma cebola (gosto de usar as grandes) cortada em rodelas
– azeite extravirgem
– salsinha picada
Modo de preparar:
Antes de tudo, acendo o forno baixo para pré-aquecer (faço isso em todas as receitas preparadas no forno). Tempero os filés de frango com o sal, a pimenta e o alho. É importante espalhar bem o tempero, sem dó de sujar as mãos. Em seguida, passo a mostarda nos filés, que vão ficar com um lindo aspecto amarelado. À parte, unto uma assadeira de vidro com teflon (outro achado, que vai merecer um post próprio) com azeite (gosto de colocar bastante, para ajudar a umedecer o frango), disponho as cebolas em rodelas e arrumo os filés sobre elas. Rego o frango com o vinho branco (na verdade, sempre coloco um pouquinho mais do que sugere a receita, até formar uma "piscininha" na forma). Termino com mais um fio de azeite e levo ao forno, com a assadeira coberta com papel-alumínio. A 160º graus, mais ou menos, fica pronto em 40 minutos (em menos de dez minutos, exala um aroma maravilhoso, mistura do vinho com a mostarda). É importante, antes de servir, verificar se os filés estão bem cozidos (eles ficam branquinhos por dentro; se estiverem rosados precisam de mais tempo no forno). Na hora de colocar na mesa, vai a salsinha por cima. Como acompanhamento, vale um arroz fresquinho ou uma batata cozinda no vapor com ervas secas.
Frango com mostarda Dijon e vinho branco (para duas pessoas)
– quatro filés de peito de frango de altura média (dica: sempre compro frango da marca Korin, que cria os animais sem usar antibióticos; é beeeeeem mais caro que o frango convencional, mas o sabor faz valer cada centavo; compro, em geral, no Pão de Açúcar, em bandejas que custam cerca de 15 reais)
– uma colher de chá cheia de mostarda Dijon (outra observação: essa mostarda francesa é um achado, não tem absolutamente nada a ver com a que usamos no cachorro-quente no Brasil; nos grandes supermercados sempre tem; um vidrinho custa cerca de 10 reais e dura um mês na geladeira depois de aberto)
– dois dentes de alho espremidos
– sal e pimenta (do reino ou calabresa) a gosto
– meia xícara de chá de vinho branco (não precisa ser top, mas também não dá pra fazer com vinho de 5 reais)
– uma cebola (gosto de usar as grandes) cortada em rodelas
– azeite extravirgem
– salsinha picada
Modo de preparar:
Antes de tudo, acendo o forno baixo para pré-aquecer (faço isso em todas as receitas preparadas no forno). Tempero os filés de frango com o sal, a pimenta e o alho. É importante espalhar bem o tempero, sem dó de sujar as mãos. Em seguida, passo a mostarda nos filés, que vão ficar com um lindo aspecto amarelado. À parte, unto uma assadeira de vidro com teflon (outro achado, que vai merecer um post próprio) com azeite (gosto de colocar bastante, para ajudar a umedecer o frango), disponho as cebolas em rodelas e arrumo os filés sobre elas. Rego o frango com o vinho branco (na verdade, sempre coloco um pouquinho mais do que sugere a receita, até formar uma "piscininha" na forma). Termino com mais um fio de azeite e levo ao forno, com a assadeira coberta com papel-alumínio. A 160º graus, mais ou menos, fica pronto em 40 minutos (em menos de dez minutos, exala um aroma maravilhoso, mistura do vinho com a mostarda). É importante, antes de servir, verificar se os filés estão bem cozidos (eles ficam branquinhos por dentro; se estiverem rosados precisam de mais tempo no forno). Na hora de colocar na mesa, vai a salsinha por cima. Como acompanhamento, vale um arroz fresquinho ou uma batata cozinda no vapor com ervas secas.
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