Quem se mete a sempre fazer a própria comida tem um desafio semanal: saber qual será o cardápio de segunda a sexta e, mais do que isso, planejar as compras de forma a ter tudo à mão e evitar desperdícios. Essa é a diferença entre jantar arroz, um belo omelete de queijos e uma salada de folhas feitos na hora e colocar uma lasanha industrializada no micro-ondas. Já no sábado à tarde começo a pensar no que precisarei comprar na feira de domingo. O que está mais bonito, mais barato, na época? Será que vamos dar conta de dois pés de alface e de um maço de espinafre ao longo da semana? Montar as pecinhas do "quebra-cabeça" dá trabalho, mas ajuda muito na hora de elaborar o cardápio – de preferência com "a mistura" diferente no almoço e no jantar. Tenho a sorte de ser vizinha de uma ótima feira livre, que sempre tem os melhores produtos da Ceagesp (só a barraca de flores é meio fraquinha, mas dá pra comprar no supermercado e deixar a mesa das refeições sempre enfeitada).
Nesta semana, a lista incluiu: uma couve-flor (bem grande e bonita, boa pra fazer gratinada no forno ou salada com tomate e salsinha), dois quilos de tomate bem vermelhinho (pro molho de tomate caseiro), um quilo de cebola (não vivo sem), um maço de espinafre (vou tentar um creme pra acompanhar um linguado ao forno), um pé de alface crespa, um maço de rúcula hidropônica (dura um pouco mais que a tradicional na geladeira) e um macinho de hortelã (tenho planos para um filé de peito de frango...). Outras coisas básicas (alho-poró, salsinha, alho, batata e cenoura) eu ainda tinha em casa. Entre as frutas, entraram na lista uma dúzia de laranja, uma caixa de mamão papaia (com cinco), meia-dúzia de bananas e quatro peras. A conta: R$ 30 – mesmo preço de duas lasanhas industrializadas e de uma torta de sorvete.
Rê,
ResponderExcluirAmei esse post, em especial do fim, em que o natural ganha do industrializado.
bj